Formula 1

F1 Tem Fila de Novos Candidatos Enquanto Calendário Chega ao Limite

F1 Tem Fila de Novos Candidatos Enquanto Calendário Chega ao Limite

A Fórmula 1 vive um paradoxo curioso: nunca houve tantos países interessados em sediar um Grande Prêmio, mas a categoria já esbarra no teto de corridas que pilotos e equipes aceitam disputar em uma única temporada. Com 24 etapas confirmadas para o calendário atual, somadas à incerteza gerada pelo conflito no Oriente Médio, o crescimento da F1 esbarra agora em um problema de logística e desgaste físico, não de demanda.

A lista de pretendentes é longa. Turquia e Portugal já têm retorno confirmado para 2027, enquanto a Tailândia vem sinalizando publicamente seu interesse em entrar no calendário há alguns anos. No continente africano, África do Sul e Ruanda também manifestaram vontade de sediar um GP, movimento que reforça a expansão da categoria para mercados historicamente pouco explorados pelo automobilismo de elite - um cenário que lembra o de outras modalidades em ascensão, nas quais o público busca entretenimento diversificado, seja acompanhando corridas ao vivo ou explorando opções como aprender como jogar 21 em plataformas de entretenimento digital. como jogar 21

América do Sul entra no radar com força

Na Argentina, o interesse por sediar uma etapa ganhou novo fôlego desde a chegada de Franco Colapinto à F1, em 2024. Buenos Aires passou a figurar entre as sedes cotadas, e o Autódromo Oscar y Juan Gálvez já iniciou um processo de remodelação. A obra tem como primeiro objetivo receber o retorno da MotoGP em abril do próximo ano, mas a infraestrutura também é pensada de olho em uma eventual volta da Fórmula 1 ao país.

Domenicali confirma avanços na África e cautela na Ásia

Durante encontro com veículos de imprensa selecionados, entre eles o Motorsport.com, o CEO da F1, Stefano Domenicali, comentou o andamento das negociações sem entrar em detalhes contratuais. "O que posso dizer é que as negociações na África estão avançando muito bem", afirmou o italiano, destacando que Portugal e Turquia já estão praticamente certos para 2027. Segundo ele, também há conversas em curso na América do Sul e no Extremo Oriente, incluindo pedidos vindos da China e do Japão - que, por ora, esbarram na estratégia da categoria de manter apenas uma corrida em solo chinês até consolidar aquele mercado.

Oriente Médio ainda é incógnita para o fim de temporada

A F1 também precisa resolver o destino das duas etapas previstas para o fim do ano no Oriente Médio - Catar e Abu Dhabi - em meio ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Domenicali garantiu que a categoria está em contato com outros campeonatos, citando o exemplo do WEC, que já optou por não visitar a região neste período e manter suas provas na Europa.

"Tomaremos a decisão no momento adequado e ele não será antes de meados de setembro", disse o dirigente, reforçando que as corridas seguem confirmadas - e com ingressos esgotados. Caso o cenário não se estabilize, porém, ele foi categórico: "Se isso não for possível, o fim da temporada será na Europa, porque não podemos ir a outros lugares." Domenicali evitou antecipar alternativas concretas, mas deixou claro que existem possibilidades em avaliação caso o plano original precise ser abandonado.